Sérgio Pereira

Sergio Pereira é sócio-diretor e professor do Cursos MundoRI e especialista em comunicação e negócios. E-mail: sergio.pereira@mundori.com

30/03/2013

Pronto para ficar para trás

Já vamos para o quinto aniversário do início da crise financeira mundial. A virada 2009-2010 foi efetivamente traumática para os negócios globais. O encolhimento das trocas foi sensível e quem estava muito ‘internacionalizado’ sentiu os impactos em seu faturamento.

O Brasil, de forma consciente ou não, estava voltado para dentro. Apostando tudo no seu vigoroso mercado interno e com reduzidas condições técnicas de ser um jogador da primeira divisão internacional, o país acabou se saindo bem. Deu até para dar lição de moral em economias desenvolvidas.

Mas o mercado se recupera naturalmente, especialmente as trocas de mercadorias. As produções se deslocam, novas rotas de consumo são criadas, assim como produtos e necessidades. É sempre bom lembrar que o mundo lança cerca de 22.000 produtos por mês (733 por dia)! Ainda que cerca de 80% fracassem, o dinamismo em torno do consumo global é digno de nota.

E também é digno de alguma estratégia internacional. Vamos ao título desse artigo. Enquanto o modelo multilateral da Rodada Doha só serve para encher artigos acadêmicos e servir de miolo para aulas de Relações Internacionais absolutamente distantes da realidade do mercado, a natural opção pela integração regional corre solta.

O número de arranjos regionais que visam o intercâmbio privilegiado entre os sócios cresce sem parar. Em 2010 a OMC contabilizava 271 RTAs (Regional Trade Agreements). Menos de três anos depois esse número já saltou para 363 ! Não há qualquer dúvida que todos precisam fazer negócios e agilidade, estratégia e competência são fundamentais.

Você que lê esse breve texto entende o tema, mas talvez não esteja atualizado em relação à participação do Brasil nessa dinâmica global - que é puxada por governos e empurrada por empresas. Minha sugestão é uma breve navegada no site do MDIC através do link http://goo.gl/0Ti9i .

O que vai ser observado ali é a opção pela integração Sul-Sul, a politização da estratégia econômica internacional (vide Venezuela fazendo parte do Mercosul) e o total desprezo (ou incapacidade) de oferecer acesso a mercados desenvolvidos (ainda que alguns desses estejam passando por dias difíceis).

O Mercosul – um RTA com nome de Mercado Comum, que é uma União Aduaneira (imperfeita) e que negligenciou etapas anteriores de integração regional – não serve mais para o Brasil. Pelo menos para um país que precisa muito de efetiva inserção internacional de negócios.

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