Dr. Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues

É desembargador aposentado do TJESP e escritor. Autor dos romances “A rainha da boate”, “Do amor e outras fraudes” e “Criônica”. Publicou também um livro de contos, “Tragédia na ilha grega”, disponível à leitura no site www.franciscopinheirorodrigues.com.br. É membro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP). E-mail: oripec@terra.com.br.

25/08/2014

Quem somos do site Governo Mundial

O “criador” deste website,“Governo Mundial”, é um cidadão brasileiro, Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues, nascido em Fortaleza – CE. Formado em Direito, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, exerceu a advocacia durante cinco anos, ingressando, em seguida, por concurso, na magistratura do Estado de São Paulo. Aposentou-se como desembargador do Tribunal de Justiça.
Fanático da leitura diversificada — fora do Direito —, acabaria, como é usual nesses casos, tentando escrever, ou “regurgitar”, o que foi acumulando e combinando em anos de leituras de todo tipo.

Quando romancista escreveu e publicou, pela ordem, “A rainha da boate”, “Do amor e outras fraudes” e “Criônica”. Como contista escreveu a coletânea “Tragédia na ilha grega” e, como ensaísta e cronista, reuniu mais de 150 artigos, publicados na internet, em dois volumes, “Verdades que melindram”, ns. I e II, textos que podem ser lidos no site www.franciscopinheirorodrigues.com.br e no site de relações internacionais www.MundoRI.com
No decorrer do tempo, Francisco concluiu que se sentiria mais útil sugerindo alguma “ação”, concreta ou talvez “utópica”, pensando na melhoria da convivência internacional — um governo mundial — do que elaborando frases literárias, pretensiosamente inteligentes, visando aplausos e proveito financeiro numa época de evidente decadência da literatura, minada pelo marketing e propaganda.

Apesar de acreditar que o “brilho literário” pode ser conquistado com ajuda de alguns “truques” — mesmo que o escritor tenha uma mente de força mediana — todo homem, crente ou ateu, inclinado a tratar seus semelhantes com bondade, gostaria de findar seus dias com a consciência tranquila, seguro de que ajudou, ou tentou ajudar, seus semelhantes.  É o caso do criador deste site. Pretende apenas ajudar, estimulando na busca do “caminho certo”.

Francisco Cesar é casado, mora na cidade de São Paulo, Capital, tem quatro filhos, sete netos e só não  menciona, aqui, sua data de nascimento porque, se o fizesse, muitos leitores, vendo o título do site, perderiam de imediato o interesse pela sua leitura: — “Governo Mundial? Que loucura! Só pode ser consequência da idade... Quem gostaria de viver sob uma ditadura mundial?”

Esse tema tem sido tão maltratado — diria até vilipendiado — na mídia que se alguém, com mais de 60 anos, se atreve a recomendar a necessidade de um governo “mundial’ — ou “global’, ou “universal” —, o arsenal de ideias prontas da maioria dos leitores logo será inundado por cenas do filme “O Grande Ditador”.

Nessa película, Charlie Chaplin, no papel de Carlito, aparece imitando Hitler em duas cenas: brincando com um balão “mapa-mundi” — mantido no ar com delicados chutes e empurrões do traseiro — e “discursando”, aos berros, em um comício, no qual, parodiando a língua alemã, revela sua intenção de dominar o mundo.

Outras imagens negativas e ridicularizantes acodem à memória quando se fala em governo mundial, sempre retratado como sendo inevitavelmente totalitário.

Antes de mais nada convém esclarecer que o “tal” Governo Mundial nada mais seria que uma Federação Mundial, com tripartição de poderes. Com os freios e contrapesos já existentes em Federações de países democráticos, com duas “câmaras”, evitando que países com imensas populações — China e Índia, por exemplo — possam,  com a força quantitativa — “um homem, um voto” —. impor uma legislação que lhes permitam dominar os países de menor população.

Foi esse desvirtuamento de uma bela ideia, velha de séculos — a única capaz de por ordem neste manicômio esférico —, que me motivou a criar este site, que espero ver crescendo com a colaboração, ou crítica, de leitores interessados na construção de um mundo não apenas melhor, mas muitíssimo melhor, porque há dinheiro suficiente para isso.

O leitor já imaginou quão melhor estaria o Continente Africano se os vários trilhões de dólares gastos nas guerras e ocupações do Iraque e Afeganistão fossem empregados em estradas, represas, escolas, agricultura e hospitais de um continente que parece “amaldiçoado”, não por um deus qualquer, mas pela estupidez global?

Se a defesa de um Governo Mundial, no site, será intelectualmente trabalhosa, o prazer proporcionado por ela será ainda maior, tanto para mentes especulativas quanto para as cabeças práticas, porque todos os enfoques necessários à compreensão do imenso tema terão de estar presentes no exame de aprovação ou rejeição de sua racionalidade e conveniência.

Um prato cheio, intelectualmente excitante em termos de filosofia, ciência, política, economia, religião, cultura, direito, psicologia, técnicas e tudo o mais que, combinados, moldam o futuro desse bicho inquieto, de duas pernas, que vem se matando há milênios. Agindo assim, mesmo não sabendo, com convicção  — quando soldado raso ou oficial de baixa patente —, porque está matando, ou aleijando um homem que nunca viu antes e que, não fosse o mero acaso do país de nascimento, poderia ter sido um amigo e compatriota.

Lembre-se que reis e presidentes — quando decidem iniciar as guerras —, só estão presentes “em espírito”, nas áreas de combate, espertos que são.  Quando chegaria a “vez deles” de serem fuzilados, assinam a rendição, ou o armistício, e vão descansar. Às vezes, porém — apenas quando ditadores —, viram “churrasco” (Hitler), enforcados e pendurados (Mussolini) ou linchados (Kadafi).  

O “fundador” do presente site não pensou, quando da sua criação, apenas em “evitar as guerras”.

Pretende mostrar que é preciso também solucionar os problemas subjacentes que, dentro das nações, levam às guerras. Mas, para isso é preciso que uma “autoridade superior”, legalmente reconhecida pela comunidade internacional — um Governo Mundial —, possa investigar — embora vigiada nesse exame — o funcionamento da situação interna dos países que apresentam problemas sérios, porque, do contrário, persistindo os “mistérios e segredinhos”, essa autoridade superior ficará impossibilitada de sugerir ou mesmo impor o melhor “remédio” para o caso.

Mecanismos aproximados, em instituições internacionais, já existem na área econômica, mas seu funcionamento depende, em larga medida, da boa-vontade dos países com problemas. A soberania “absoluta” pode vetar qualquer iniciativa visando por ordem em um país cujo “chefe”, por incompetência ou desonestidade, não quer ver comprovada sua inaptidão para o cargo.

Certas medidas, de extrema necessidade para o planeta, só darão resultado se todos ou quase todos os países agirem em conjunto, como um time de jogadores solidários.  Isso hoje não existe, porque sempre pode ser invocada a “santa” soberania para não assinar tratados. E nem toda a soberania é santa.

Fiquemos por aqui. Gostaria, porém, de pedir ao leitor um favor: que leia, no Home do site, meu artigo “Um Governo Mundial será exequível, justo e oportuno? Sim”. É um breve resumo que contém outros argumentos, não mencionados aqui.

Em síntese, o governo mundial “correto” pretende apenas cortar os excessos daninhos à convivência internacional, excessos hoje intocáveis, se assim desejar qualquer governante máximo no seu país. Na forma de Federação, o perigo de se tornar uma ditadura é o mesmo, claro, que existe para qualquer Federação atual; talvez menor, porque mecanismos especiais poderão se criados quando da sua configuração jurídica. De qualquer forma, tal Federação Mundial, será melhor que a presente “bagunça” em que campeiam a mentira, a hipocrisia, os abusos, a ignorância fanática e o total desprezo pela racionalidade. Como diz o velho ditado, “um excesso de cozinheiros estraga o caldo”. Se muitos cozinheiros são necessários, que haja pelo menos um “chef”.

Antes de encerrar, sinto-me na obrigação moral de agradecer ao professor Delci Lima — um ás em assuntos de comunicação — que, com sua visão, sagacidade  e diplomacia, muito me incentivou para criar o presente site — também em inglês, logo, logo. Sem seus conhecimentos técnicos, e “estratégicos”, na área de informática e televisão, provavelmente, minhas conjeturas e especulações ficariam escondidas em textos lidos por uns poucos amigos, porque me incomoda a propaganda encomendada, embora consciente de que sem ela nada funciona.

Espero que as considerações que lerão neste site estimulem algumas mentes bem intencionadas — mais eruditas que a minha —, a se unirem para esse “passo à frente”, demolindo a ideia ridícula de que como o mundo é composto de animais — homens-lobos e homens-carneiros — os segundos devem se conformar em serem devorados, impedindo a extinção dos primeiros. Estes não devem, mesmo ser preservados, a não ser em tonéis de formol, para  futuros estudos das causas da maldade.

Visite o site www.governomundial.com.br                                                                    
 

 

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